Hello world!

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- Mãe olha! Sou eu engasgando.
- Ô minha “minha” mãe, me dá o lençol da Mônica que eu tô com sono.
- Hoje eu tô obediente – você gosta de obediente? E de não obediente?
-Olha só mãe, eu tô bonzinho agora.
- Você viu mãe, eu chorei porque eu tava triste, mas eu não to mais chorando, não precisa né?

Algumas das minhas frases preferidas , do meu falador preferido.

O “evento” é as 16:00, são 15:00 não temos engressos e os meninos ainda não chegaram.
Não gosto de esperar, mas o faço de bom grado na espectativa de um fim de tarde agradavel.
Perco meu unico dia de folga a aguardar , tenho todo o direito de querer que ele ao menos se encerre bem.

Enquanto os passaros não chegam, fico com esses. Me apaixonei a uns 3 anos atrás, tive vontade de casar várias vezes só pra ter esses topos de bolo.

Os passaros de Ann Wood são feitos a mão, com tecidos antigos (de roupas encontradas em Brechó – por isso acara vintage).
Adoro! Olha só os meus preferidos:

E só os pássaros:

Tem mais aqui: http://www.annwoodhandmade.com

Eu observo cães atravessando ruas na faixa de pedrestre, quando o farol fecha, sem que haja alguém atravessando também.
Se os dito irracionais aprendem, e mudam, continua acreditando que todo mundo pode mudar e sem pre pra melhor. (por que não?)

***

Pilhas novas, para a camera. Pilhas novas para mim, é o que nos falta.

***

E meu pequeno de férias de uma casa em outra está voltando, a alegria esta voltando com ele :D

Tá eu sei que vibrei quando chegou 2008, gritei aos 4 ventos que era o meu ano…nem foi. Ainda bem que foi embora.
Não vou dizer que 2009 será meu ano, só sei que sera um ano diferente.
Estou organizando minhas finanças (que orgulho de poder dizer isso), estou tentando pegar meus 627 e-mail no windows mail, que eu nem sabia que existia, aos poucos vou colocando a comunicação em dia. Descobri dinheiros que tenho pra receber e nem tinha dado falta.
O ano começa bem, muito trabalho, grandes amigos, e paz. 2009 promete.

andei revendo umas fotos aí….
não posso dizer que foi doloroso. mas trouxe coisas que já haviam ido.
não quero abrir essa caixa que já passei fita crepe.

quanto ao filme: sim, foi doloroso. trouxe coisas que já haviam ido. e eventualmente abri a caixa.
mas ainda tenho fita crepe…..lá no armário….

Matéria da revista Vida Simples ( que eu amo) sobre família, muito me interessa e cá está pra vocês também.
O texto Rafael Tonon e a matéria pode ser lida na revista deste mês ou no site

“Entender as mudanças que estão ocorrendo dentro dos nossos lares é imprescindível para sabermos como as relações familiares e os afetos estão se transformando rapidamente
texto Rafael Tonon fotos André Spinola e Castro
Dona Anita está completando 89 anos de vida. Para celebrar a data, Zilda a filha com quem mora a aniversariante organiza uma festa e chama todos os familiares: irmãos, cunhadas, sobrinhos, netos, bisnetos. À noitinha, eles vão chegando. Todos ali comparecem à festa por obrigação. Vim para não deixar de vir, confessa uma das noras de dona Anita. O marido dela não veio por razões óbvias: não queria ver os irmãos. A esposa foi representá-lo, de forma que nem todos os laços fossem cortados.

A velha matriarca, do alto de seus 89 anos, sentada à cabeceira da mesa, observa tudo, estarrecida: as rixas entre as noras, as conversas vazias e forçadas, a frieza do tratamento entre os irmãos e, sobretudo, as aparências para manter os laços, que só evidenciam a degradação da instituição familiar.

A cena é de um dos mais famosos contos de Clarice Lispector, Feliz Aniversário. Essa visão negativa da dissolução da família não poderia ser mais atual, mesmo quase cinco décadas depois.

As relações familiares estão enfrentando um período turbulento. E justamente num momento em que elas se tornaram mais importantes que nunca. A boa notícia disso tudo é que a família não vai acabar, como defendem alguns especialistas; mas, para sobreviver, ela precisa mudar. É sobre essas mudanças que vamos falar a seguir.

Equilíbrio delicado

As pessoas estão trabalhando mais e ficando menos tempo com seus familiares; os índices de divórcio só aumentam; são raras as famílias que têm relações próximas com avós, tios e primos; os parentes mais velhos são colocados de lado pela falta de tempo e pela incapacidade de lidar com eles. A crise da família como instituição remonta justamente à década de 60, com a onda da libertação sexual e do movimento hippie. O autoritarismo que imperava nas relações dentro de casa passou a dar lugar à liberdade na forma de criar os filhos. Temendo ser vistos como castradores, repressivos e autoritários, muitos pais deixaram de exercer a autoridade que lhes cabia e tornaram-se permissivos. Mas essa falta de autoridade passou a ser confundida com falta de limites. Agora é preciso correr para corrigir essa distorção.

A terapeuta familiar Maria Tereza Maldonado, que estuda as relações dentro dos lares, acredita que essa revolta contra o autoritarismo causou resultados desastrosos nas famílias efeitos que só começaram a ser percebidos recentemente. Sem autoridade, é impossível transmitir os valores básicos do convívio, como respeito, consideração, cooperação, solidariedade e generosidade, explica. E como é possível manter uma família sem esses valores, se são justamente eles que definem as relações familiares? Diante dessa questão, não é difícil entender por que precisamos realmente encontrar novas saídas para as famílias de hoje.

Um atalho para esse caminho está no equilíbrio entre o autoritarismo e a permissividade, segundo Maria Tereza. É preciso manter o pêndulo no meio, sintonizar liberdade e limites e não confundir autoridade com autoritarismo. Esse é o paradigma da família moderna, que passou a colocar na balança os valores de hierarquia das famílias do passado de um lado com a liberdade de expressão dos tempos presentes de outro. Como diz aquele ditado inglês, não se pode jogar o bebê fora junto com a água do banho, diz a terapeuta.

Foi assim que Eliana Abreu resolveu criar seus filhos, hoje já adultos. Vivendo em Pindamonhangaba, interior de São Paulo, ela era a única que auxiliava nas tarefas de casa: aos quatro irmãos homens não cabiam os serviços domésticos e a única irmã era pequena demais para ajudar. Educada com rédeas curtas, Eliana só podia sair de casa para ir à escola, ajudar a mãe ou fazer as lições. Fazer faculdade estava fora de cogitação e conseguir trabalhar foi uma luta. Meu pai achava que mulher não precisava de nada disso, diz.

Assim que conheceu o atual marido, namoraram por um tempo e casaram-se cedo. Não agüentava mais a prisão e a fiscalização em cima de mim, queria fazer muitas coisas que não podia fazer em casa. Durante o casamento, começou a faculdade de Pedagogia, mas logo parou para cuidar dos filhos, hoje com 27 e 29 anos. Tentei educá-los de maneira diferente. Em casa, não havia diálogo. Meu pai não orientava, apenas proibia. Por isso, tentei criar uma relação de liberdade e cumplicidade com o Thiago e a Carol, diz. Mas sempre mantive a disciplina e o respeito pela família, que são coisas que aprendi com meus pais.

Relações de afeto

Mas não foram apenas os valores das famílias que mudaram. A constituição delas também se transformou muito. Hoje, já não existem regras para se formar um lar e o conceito de família desestruturada caiu por terra. Uma família organizada já não precisa mais ser composta por pais casados e seus filhos, como exigia o estereótipo padrão. Há lares harmônicos e desarmônicos em todas as maneiras de ser de uma família pais solteiros, separados ou em novas uniões, irmãos que moram juntos, filhos criados por avós, uniões homossexuais etc.

Essa nova visão permitiu o avanço mais significativo do campo familiar nos últimos tempos: as relações pautadas pelo afeto e não somente pelos laços de sangue, que expandiram a forma de se estabelecerem relações e inverteram o senso comum de que família é aquela com a qual temos parentesco. Nada disso. Família é aquela em que o afeto, o respeito e a consideração estão presentes e são levados a sério, afirma Maria Tereza.

Portanto, a associação de irmãos não consangüíneos, de colegas de república, de amigos que resolvem rachar um apartamento, de casais que dividem o teto sem, de fato, terem assinado o termo civil podem, sim, ser consideradas famílias. Tudo é válido hoje, desde que se esteja em busca do bemestar comum.

Para isso, cada indivíduo que constitui aquela família é uma peça para que a engrenagem toda funcione. Isso significa dizer que a família já deixou de ser uma totalidade homogênea e passou a compor um universo de personalidades, em que cada um colabora com a sua individualidade. Democracia é a palavra-chave: afinal, é indispensável que cada um possa colocar em prática suas crenças e interesses pessoais. É aí que entra a sensibilidade para escutar as opiniões, sentimentos e necessidades de cada membro o que nem sempre é fácil, mas imprescindível para se manterem relações saudáveis e autênticas.

Sem segredo

A verdade é que sem nossa família não estaríamos aqui hoje literalmente. Ela influencia todos os aspectos de nossa vida, desde que nos constituímos indivíduos, isso ainda na infância, e molda nossa personalidade. Por maiores problemas que tenhamos com a nossa, ela nunca deixa de ser importante. Nós escapamos, emigramos, trocamos o sul pelo norte e o leste pelo oeste devido à necessidade de nos libertarmos, mas depois viajamos periodicamente de volta para casa para renovar o contato com a família, escreve o psicanalista inglês D.W. Winnicott no livro A Família e o Desenvolvimento Individual.

Cansado de ouvir apenas os aspectos negativos dos relacionamentos familiares, o psicólogo e cientista social David Niven (um homônimo do ator britânico) resolveu pesquisar algumas dicas preciosas de como conviver bem em nossos lares e as compilou no livro 100 Segredos das Famílias Felizes. Antes de tudo, ele lembra que, quando olhadas de longe, as tramas familiares parecem complexas. Mas, quando chegamos perto, percebemos que elas não passam de uma série de relacionamentos iguais a todos que estabelecemos durante a vida.

Para viver bem em família, diz ele, é preciso se aproximar das relações. Aí, é necessário que cada um aceite desempenhar o seu papel. A vida familiar é aquilo que fazemos dela, afirma. Ao evitar compartilhar seus sentimentos com um tio com o qual não tem muita intimidade, você impede a aproximação entre vocês. Conversar com ele pode aumentar as relações e abrir novas oportunidades de diálogos. Claro que isso não implica ter afinidade com todos os parentes. Manter um bom relacionamento não significa se dar bem com todos. Sempre tem uma tia ou um primo que não descem. Mas aí respeito e consideração são essenciais. Porque conviver é fazer concessões para o bem-viver. Apesar de a família ser um conjunto, seu sucesso em lidar com ela está diretamente ligado à sua capacidade de se relacionar com cada um de seus integrantes separadamente, diz Niven.

Reinvenção diária

Mas talvez o principal ensinamento seja o mais simples e por isso o mais valioso: aquela família perfeita do comercial de margarina não existe. Isso quer dizer que você não deve ficar comparando sua existência com aquilo que parece ser a vida ideal. Não estrague sua relação familiar estabelecendo padrões impossíveis para ela. Toda família tem suas limitações, suas dificuldades.

Nesse mundo em constante transformação, o relacionamento familiar precisa ser reinventado o tempo todo. Porque as mudanças acontecem, não tem jeito: o filho sai de casa para estudar fora, a avó doente se junta à família para ter os cuidados necessários, a filha se casa e vai morar em outro país, os pais acabam se separando por falta de entendimento. O equilíbrio familiar precisa ser constantemente restabelecido.

A família Marthe sabe bem disso. Ronaldo e Mara se casaram e tiveram duas filhas. Alice, hoje com 25 anos, nasceu com paralisia cerebral. Para ajudar a cuidar da menina, a mãe de Mara mudou- se para a residência. Ronaldo fez uma série de adaptações na casa e contratou uma ajudante para que a filha especial pudesse se desenvolver da melhor forma possível. Um ano depois, eles tiveram Maria Fernanda, de 24 anos e saúde perfeita. Eles viviam numa estrutura familiar considerada ótima. Após 12 anos de casamento, porém, Mara conheceu outra pessoa e pediu o divórcio. E logo se casou novamente.

Com a saída dela de casa, as filhas ficaram com Ronaldo e sua sogra, Ana, que continuou a morar com o genro para dar assistência às netas. Dois anos depois, com a separação já superada, Ronaldo comprou a casa na frente da sua e convidou a ex-mulher e o marido a morarem ali. Ele queria que as filhas tivessem muito mais contato com a mãe. Então Mara se mudou para a casa da frente e teve outro filho, Luan, do segundo casamento. No começo não foi fácil. Todos nós sofremos muito com a separação, diz Ana. Mas o tempo colocou tudo no lugar e voltamos, enfim, a ser uma família.

Hoje, a convivência entre Ronaldo e Mara é de cumplicidade. Ele trata Luan assim como trata as próprias filhas inclusive com os mesmos mimos. Apesar de morarem em casas diferentes, separadas apenas por alguns metros de asfalto, a relação familiar foi reconstituída. Foi um aprendizado que nos fez crescer muito e estreitou o afeto entre todos nós, diz Ana.

Por maiores que sejam os conflitos, sempre existem segundas chances nas relações familiares. Afinal, os bons laços (como os de família) são praticamente impossíveis de se desfazer exatamente porque dão um trabalhão para serem feitos e atados. Procurar respeitar e entender a pessoa que o desapontou não significa concordar cegamente com o que ela fez, mas contribui para o bom andamento da relação e garante a preservação de algo tão valioso quanto a família. Consertar um relacionamento familiar não é fácil nem rápido. Mas, se esse for realmente seu desejo, você será capaz de refazer os laços, afirma Niven. Só é preciso ter paciência e esperança. E sempre se lembrar, talvez, da imortal sentença de abertura do romance Ana Karenina, de Leon Tolstoi: Todas as famílias felizes se parecem entre si; as infelizes são infelizes cada uma à sua maneira. “

Ou é um imenso deja vu ou capítulo de hoje da novela três irmãs é na verdade o capítulo de ONTEM !!!
Já não me falta mais nada ¬¬

Consegui, estou de emprego novo. Começo amanhã. Seguem meus planos de um Natal espetáculo.

A pobreza é fator nocivo cujo o ser humano não necessita ! Será o homem do século 21 capaz de sobreviver contra a pobreza ou a atual pobreza será vítima do homem ?
Sendo o único mestre do universo, o homem tem a responsabilidade e dever de transformar a natureza, meio ambiente e construir uma nova sociedade. O homem é obrigatoriamente chamado neste século de avanços tecnológicos de investir-se com boa vontade e senso porque deveria ser o defensor desta humanidade.
Depois de ser mãe , a forma com que olho para as crianças mudou completamente, e o meu sentimento com relação a crianças em situação de pobreza, que já era de total comoção, passou a ser uma necessidade de ação.
No mundo morrem por mês cerca de 900 mil crianças devido à pobreza, o equivalente a três tsunamis idênticos ao que atingiu o sudeste asiático em Dezembro de 2004, destaca o relatório do Desenvolvimento Humano de 2005.
O relatório de Desenvolvimento Humano foca essencialmente três questões: a ajuda ao desenvolvimento, o comércio internacional e a segurança.
Em qualquer dos casos boas políticas podem ajudar os países mais pobres e salvar milhões de vidas. Mas a ONU não é otimista. No primeiro relatório, há 15 anos, fizeram-se previsões otimistas quanto ao desenvolvimento humano mas hoje já se admite que há o perigo de nos próximos 10 anos, como nos últimos 15, o progresso seja muito menor do que o esperado.
Mas nos últimos 15 anos, diz a ONU, conseguiram-se ainda assim progressos.
Nos países em desenvolvimento as pessoas estão mais saudáveis, mais instruídas e menos empobrecidas. Desde 1990 a esperança de vida nesses países aumentou dois anos, há menos três milhões de óbitos de crianças por ano e há mais 30 milhões de crianças que vão à escola.
A ONU não subestima que 130 milhões de pessoas escaparam à pobreza extrema. Mas também não subtrai que em 2003 18 países, englobando 460 milhões de pessoas, tiveram resultados mais baixos no índice de desenvolvimento humano do que em 1990.
“No meio de uma economia global cada vez mais próspera, 10,7 milhões de crianças por ano não vivem para ver o seu quinto aniversário e mais de mil milhões de pessoas sobrevivem numa pobreza indigna, com menos de um dólar por dia”, lê-se na introdução do relatório.
Mas há mais comparações “indignas”.
Um quinto da humanidade vive em países onde muitos nem pensam duas vezes antes de dar dois dólares por um café. Outro quinto vive em países em que muitos têm menos de um dólar por dia para viver e as crianças morrem por falta de uma rede mosquiteira.
A pobreza, no Brasil, tem caras diversas, mas se traçarmos um perfil, ela seria basicamente feminina, negra, rural e associada a um processo histórico desvalorização de direitos básicos dos mais carentes.
Os filhos destas mulheres pobres formam o exército de crianças que morre a cada hora. São 1.200 crianças em cada hora, 1 a cada 3 segundos.
Não esqueço claro de que uma criança não existe como geração espontânea, existe porque houve um meio que a gerou e onde ela se insere. Que há muitas crianças vivendo em situação de pobreza, é uma tristíssima realidade. Que há imensas outras abandonadas, sem família que as cuide, e portanto sem a menor qualidade de vida, sabemos muito bem. É tão irreal falar de uma criança pobre como será falar de uma criança rica. Não se diz nem se pensa, “um menino rico”, sabemos é que tem pais ricos ou vive num ambiente de riqueza. Os “meninos pobres” também. Vivem num ambiente de pobreza, sim. E eles “são” aquilo que o seu meio envolvente é.
A Unicef afirma que há no mundo 16 % de crianças em situação de pobreza infantil. Porém enquanto se encarar a questão como um “problema da criança” a tentativa de solução será sempre parcial. Não se pode acabar com a “pobreza infantil” sem se cuidar da pobreza de toda a família, ou sem ir à origem do que levou as pessoas que a geraram ao abandono.
Assim como uma criança não nasce do nada, não se pode tratá-la de um modo asséptico, longe do seu mundo. Podemos ajudar a resolver problemas pontuais, é certo, mas são paliativos. Quando o mal está na raiz, podem fazer-se enxertos na planta, mas ela só ficará viçosa se a terra onde crescem as raízes for de boa qualidade e bem alimentada.
Tá e o que eu ou você temos a ver com isso? Ora, tudo se quisermos. Existem diversar campanhas contra os males causadores da pobreza e da falta de assistência. Aquilo que me preocupa com relação a meu filho, me preocupa com o filho de alguém que está a equilibrar limões velhos em um farol, ou aquele bebê desmaiado de fome, sede, calor no colo de mães a pedir esmola.
Assim como eu acredito que exista em você a vontade de ajudar mas não sebe como não é? Eu destaco aqui algumas formas e alguns sites e associações que podem te ajudar a agir.

Visão Mundial – Organização não governamental humanitária e de desenvolvimento, presente em todo o mundo. no site você encontra maiores informações , é possivel até mesmo apadrinhar uma criança.

Dialogos contra o racismo
Racismo e pobreza não tem nada a ver? Tem sim, você leu ali em cima o perfil da pobreza? Negro, mulher… enfim, eu estou dentro deste perfil, tenho muita sorte por não fazer parte das estatísticas mas sinto na pele (literalmente) este preconceito. QUer saber mais? Olhe só:

Os brasileiros pretos ou pardos são as maiores vítimas de doenças ligadas a condição de vida precária, chamadas também de doenças da pobreza. A informação consta do Relatório Anual das Desigualdades Raciais do Brasil, divulgado há pouco pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com base na Pnad 2007 e nas informações mais recentes do Ministério da Saúde.
A pesquisa mostra que os pretos e pardos são a maioria absoluta dos mortos por malária (60,6%), por hanseníase (58,3%), por leishimaniose (58,1%), por esquistossomose (55,5%) e por diarréia (50%).
De acordo com o coordenador do estudo, professor Marcelo Paixão, a incidência dessas doenças na população preta e parda comprova a desigualdade no acesso a serviços básicos. “Significa que vivem em condições, principalmente os locais de moradia mas também os demais padrões, que os levam a um nível de exposição a doenças típicas da falta de saneamento básico e de vacinação, por exemplo. Enfim, daqueles que têm as piores condições econômicas”.


Ao sair de curitiba minha maior preocupação era com o fato de como meu filho veria a si mesmo. Como o tratariam? Como ele se sentiria? Teria que ouvir dos colegas do pré que estavam brincando de fazenda , e os cavalos brancos deveriam ser separados dos cavalos pretos (que não brincavam) como eu me lembro acontecia todos os dias comigo?
E o seu filho, como ele vê os colegas e como você o educa em pró uma sociedade igualitária?

Se você tem uma preocupação parecida com a minha indico o livrinho:

Cabelo Ruim?
A história de três meninas aprendendo a se aceitar
Autora: Neusa Baptista Pinto
Ilustrações: Nara Silver
Editora: TantaTinta Editora

Obra
A descoberta da beleza própria e a auto-aceitação são o assunto central deste livro.A história da amizade entre três meninas negras e pobres, que enfrentam as manifestações preconceituosas com relação ao seu cabelo crespo e vão, aos poucos, aprendendo a aceita-lo, a brincar com ele e amá-lo do jeito que é.Surgem novos penteados e com eles também novas formas de ver a si e ao outro, coragem e ousadia para fazer e ser diferente.

Chamada Global para a Ação contra a Pobreza
é uma das maiores alianças já organizadas por cidadãos e cidadãs em todo o mundo. Ela reúne 200 organizações e movimentos sociais em mais de 100 países e tem a faixa branca como símbolo.

Desde o início, a mobilização é a marca dessa iniciativa e seu objetivo maior é fazer com que governos de todos os países cumpram seus compromissos de apoio a populações pobres.

A Campanha foi criada em 2005 por ser esse um ano marcado por uma agenda internacional de grande impacto sobre o desenvolvimento dos países:

Fórum Social Mundial (Brasil);
Fórum Econômico (Suíça);
Reunião do G8 – países mais ricos do Mundo (Escócia);
Reunião da ONU para avaliação das Metas do Milênio para _redução da pobreza (Nova York);
Reunião da Organização Mundial do Comércio, OMC (China).

A Chamada Global não busca dinheiro, mas a voz e a atitude das pessoas para cobrar, sugerir e controlar os governantes. Use a sua voz. Ela tem poder.

Campanha Nacional pelo Direito à Educação – foi lançada em 1999 por um grupo de organizações da sociedade civil com o desafio de somar diferentes forças políticas pela efetivação dos direitos educacionais garantidos por lei para que todo cidadão e toda cidadã tenham acesso a uma educação pública de qualidade.
É uma rede social que articula mais de 200 entidades de todo o Brasil, incluindo sindicatos, movimentos sociais, organizações não-governamentais, universidades, grupos estudantis, juvenis e comunitários e muitas outras pessoas que acreditam que um país cidadão somente se faz com uma educação pública de qualidade.
A Campanha é dirigida por um comitê diretivo nacional e possui comitês regionais em vários locais do Brasil. É a articulação mais plural e ampla no campo da Educação Básica.
Porque a educação é a base de uma sociedade mais rica.

Encontre a melhor forma de ajudar, aquela que se adapta a suas possibilidades e nos dê a mão no combate a pobreza e a desigualdade social.



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